Execução dos trabalhos de fiscalização tributária.

A atuação da Administração Tributária deve obediência aos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade, razoabilidade, interesse público, eficiência e motivação dos atos administrativos. Em relação aos trabalhos de fiscalização, a Lei Complementar nº 939/03, em seu art. 9º, estabelece que os memos devem ser precedidos de emissão de ordem de fiscalização, notificação ou outro ato administrativo autorizando a execução de quaisquer procedimentos fiscais.

Desconto composto racional x desconto composto comercial.

No desconto composto racional a taxa de juros é aplicada sobre o valor atual (VA) do título. Esse modo de desconto torna a operação mais justa pois os encargos são aplicados sobre o valor líquido. No desconto composto comercial os encargos são aplicados sobre o valor futuro (VF) da operação. Neste caso, há um prejuízo para o tomador, pois está pagando juros inclusive sobre o valor do desconto (D), que de fato não está ficando consigo.

Taxa Mínima de Atratividade

Utilização da Taxa Mínima de Atratividade (TMA) e Valor Presente Líquido (VPL) como fatores de decisão entre dois projetos de investimento.

Contabilização de dividendos de participações societárias.

Os lucros ou dividendos recebidos por pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, podem ser contabilizados de duas formas, dependendo do prazo decorrido desde aquisição do investimento.

ISS-BH - Edital do Concurso para Auditor Fiscal e Auditor Técnico

EDITAL 04/2011 Concurso Público para provimento dos cargos públicos efetivos de Auditor Fiscal de Tributos Municipais e Auditor Técnico de Tributos Municipais da Carreira dos Servidores da Área da Tributação do Quadro Geral de Pessoal da Administração Direta do Poder Executivo do Município de Belo Horizonte.

ANUNCIO ANTES DA POSTAGEM

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pronunciamento Técnico 22 - Informações por Segmento - Empresa de Capital Fechado

20- Entre as opções abaixo, assinale aquela que contém uma resposta ERRADA.

Determinada empresa de capital fechado, que não tem títulos de dívida negociados em mercado de capitais, estando interessada em divulgar algumas informações por segmento, nos termos do IFRS 8 e do CPC 22, indagou a um especialista se isto era possível.

A resposta obtida foi no sentido de que essa empresa, por suas características informadas:

a) não está obrigada a divulgar informações por segmento.

b) não pode divulgar quaisquer informações por segmento.

c) não pode divulgar “algumas” informações por segmento, apenas.

d) ou divulga tudo que é requerido ou não divulga qualquer informação.

e) os princípios do CPC 22/IFRS 8 devem ser aplicados em sua plenitude.

Comentários e Gabarito da questão

               Conforme informações retiradas da página do Comitê de Pronunciamentos Contábeis www.cpc.org.br, o objetivo do Pronunciamento Técnico 22 – Informações por Segmento é é especificar como as entidades devem divulgar informações sobre seus segmentos operacionais, assim como sobre seus produtos e serviços, áreas geográficas em que opera e principais clientes.

                  Os segmentos operacionais são componentes da entidade que possuem informação fianceira individualizada que seja avaliada pelo principal gestor das operações para a tomada de decisões sobre a alocação de recursos e avaliação de desempenho.

                  Devem ser divulgados os ativos e os lucros ou prejuízos de cada segmento. Se forem fornecidos regularmente ao gestor, devem ser divulgados também os passivos e determinados itens de receitas e despesas. Devem ser feitas reconciliações de receitas, lucros ou prejuízos, passivos e outros itens dos segmentos em relação aos valores de toda a entidade.

                  Além disso, a entidade deve divulgar informações sobre as receitas derivadas de seus produtos e serviços, sobre as áreas geográficas em que atua e sobre os principais clientes.

                  Os parágrafos 2º e 3º do CPC 22 dispõe sobre quem está obrigado a aplicá-lo, conforme texto a seguir:

“2. Este Pronunciamento aplica-se:
(a)   às demonstrações contábeis separadas ou individuais da entidade:
(i)         cujos instrumentos de dívida ou patrimonial sejam negociados em mercado de capitais (bolsa de valores nacional ou  estrangeira ou mercado de balcão, incluindo mercados locais e regionais); ou
(ii)              que tenha depositado, ou esteja em vias de depositar, suas  demonstrações contábeis à Comissão de Valores Mobiliários ou a outra organização reguladora, com a finalidade de emitir qualquer categoria de instrumento em mercado de capitais;
(b)   às demonstrações contábeis consolidadas de uma controladora com suas controladas:
(i)          cujos instrumentos de dívida ou patrimonial sejam negociados  em mercado de capitais (bolsa de valores nacional ou  estrangeira ou mercado de balcão, incluindo mercados locais e regionais); ou
(ii)             que tenha depositado, ou esteja em vias de depositar, as demonstrações contábeis consolidadas na Comissão de Valores Mobiliários ou em outros reguladores, com a finalidade de emitir qualquer categoria de instrumento em mercado de capitais.

3. Se a entidade que não é obrigada a aplicar este Pronunciamento optar por divulgar informações sobre segmentos que não estiverem de acordo com este Pronunciamento, não deve classificá-las como informações por segmento.”

Assim, uma entidade de capital fechado, como não possui títulos negociados no mercado de capitais, não está obrigada mas também pode divulgar informações por segmento. Entretanto, caso queira fazê-lo, deverá seguir integralmente os princípios do CPC 22, ou seja, não poderá divulgar “algumas” informações por segmento, apenas. Ou divulga tudo que é requeiro pelo CPC 22 ou não divulga qualquer informação.

Gabarito: Letra B

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Contabilização de dividendos de participações societárias avaliadas pelo Método do Custo

7. O recebimento de dividendos de participações societárias avaliados pelo custo deve ser registrado, na escrituração da empresa investidora, a credito de conta representativa.

(A) de receita operacional.
(B) de receita não-operacional.
(C) de resultado da equivalência patrimonial.
(D) da própria participação societária.
(E) de deságio na aquisição de investimentos.


Comentários e gabarito da questão.

De acordo com o art. 2º do Decreto-Lei nº 2.072/83, os lucros ou dividendos recebidos por pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, adquirida até seis meses antes da data da respectiva recepção, serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado.

Assim:
a)     investimentos realizados há menos de 6 (seis) meses: os dividendos são registrados a crédito da própria participação societária, como está disposto na alternativa “D”. O entendimento é de que no valor da aquisição já estava estava prevista essa futura distribuição de dividendos;
b)     investimentos realizados há mais de 6 (seis) meses: os dividendos recebidos são registrados como receita operacional, como está na alternativa “A”.

Apesar de haver duas respostas possíveis, a questão não foi cancelada.

Gabarito oficial: Letra A

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Resultado Negativo do Patrimônio Líquida da Cia. Ouro Verde

51 - Dos livros e das demonstrações contábeis da Cia. Ouro Verde, após um levantamento de dados realizado no período contábil de 2000/2002, são extraídas as seguintes informações (valores em reais):

1. Evolução das fontes de recursos:

PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2000
2001
2002
Passivo Circulante
100.000
110.000
158.000
Passivo Exigível a Longo Prazo
200.000
220.000
242.000
Patrimônio Líquido
300.000
320.000
290.000
TOTAL PASSIVO + PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
600.000
650.000
690.000

2. Operações identificadas no período relativas à movimentação e formação do Capital de Terceiros:
As obrigações decorrentes do fluxo operacional apresentam um crescimento compatível com o crescimento das operações da empresa, enquanto que, o Exigível a Longo Prazo é formado unicamente por um empréstimo em moeda estrangeira captado junto ao Banco Eficiente, em 30.12.2000, pelo prazo de 10 anos, com carência de 6 anos, pagável em 4 prestações anuais, após o período de carência, com juros de 10% ao ano, pagos mensalmente ao final de cada mês de incidência.

3. Movimentações identificadas no período, relativas ao Capital Próprio:

No período examinado, identificou-se no ano de 2000, um aumento de Capital Social com aporte de recursos por parte dos acionistas. Nos anos seguintes, 2001/2002, a situação líquida da empresa, só foi afetada pelo resultado obtido nesses exercícios e pela distribuição dos resultados ocorridos em 2001.

A variação total do Patrimônio Líquido em 2002 decorre
(A) da apuração no exercício de 2002, de um resultado líquido negativo de 10.000.
(B) do lançamento a débito de conta do Patrimônio Líquido, referente ao resultado de 2002.
(C) de uma transferência para a conta de dividendos a pagar no valor de 30.000 em 2002.
(D) do registro de uma dissídia de sócios, verificada durante o exercício de 2000.
(E) do total do resultado líquido apurado em 2001 debitado em conta do Patrimônio Líquido.

Comentários e resposta da questão:

A questão é resolvida com a observação das informações contidas na tabela e no item “3 – Movimentações identificadas no período, relativas ao capital próprio”, de onde podemos tirar as seguintes conclusões, em relação ao impacto ocorrido na variação do Patrimônio Líquido de 2002:

I – No ano 2000

Nesse ano, houve um aumento do Patrimônio Líquido, causada por aporte de capital pelos sócios, mas isso não interfere na variação ocorrida em 2002. Além disso, não há informação relativa a uma “dissídia de sócios”, estando errada, portanto a alternativa “D”.

II – No ano 2001

Houve um resultado positivo, e foi feita distribuição de dividendos. Mas esta distribuição de dividendos, apesar de ser paga somente em 2002 não afeta o resultado desse exercício, pois o seu valor já é deduzido do do resultado obtido em 2001 e contabilizado como dividendos a pagar. Ou seja, o lançamento a débito de conta do Patrimônio Líquido e a crédito de Dividendos a pagar (valor não conhecido) foi feito no próprio exercício de 2001, não causando impacto em 2002.
Assim, descartamos também as alternativas “C” e “E”

III – No ano 2002

A variação ocorrida no Patrimônio Líquido de 2001 para 2002 foi uma redução de 30.000 (320.000 – 290.000), evidenciando um resultado negativo no último período, o qual é lançado a débito de conta do Patrimônio Líquido de 2002, conforme está descrito na alternativa “B”.

Gabarito: Letra B

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cálculo da Necessidade de Capital de Giro - NCG em questão da prova FINEP 2009

45 - A partir das informações contidas na tabela abaixo, que se referem a uma empresa hipotética, é correto afirmar que o valor da necessidade de capital de giro dessa empresa, em reais, é igual a

conta saldo
(R$)
caixa
100
outros valores a receber
300
intangível
500
prejuízos acumulados
500
aplicações financeiras
800
contas a pagar
1.000
energia a pagar
1.000
impostos e taxas a pagar
1.000
reservas
1.000
clientes
1.200
investimentos
2.000
salários e encargos a pagar
2.000
empréstimos
2.000
mercadorias para revenda
2.100
exigível a longo prazo
4.000
veículos
5.500
realizável a longo prazo
7.500
capital
7.500

A 900.
B 1.050.
C 1.100.
D 1.400.
E 2.500.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tratamento de Receitas e Despesas de acordo com o Princípio Contábil da Competência

1. Em relação ao princípio contábil da Competência, é correto afirmar que
(A) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou o gasto.
(B) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de um ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo.
(C) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força maior não devem ser computadas na apuração do resultado do exercício, porque não estão correlacionadas com a realização de receitas.
(D) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento.
(E) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é considerada realização de receita.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estoques - Definição de valor realizável líquido e de valor justo

11- Assinale a opção que não corresponde à verdade.
Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de Contabilidade para o correto reconhecimento e mensuração de estoques encontramos a seguinte:

a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda.
b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
c)  O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios.
d)  O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso.
e)  O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizável líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Balancete de Verificação da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima

11- A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima, e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008:


01 – Bancos Conta Movimento
17.875,00
02 – Bancos Conta Empréstimos
50.000,00
03 – Conta Mercadorias
42.500,00
04 – Capital Social
105.000,00
05 – Móveis e Utensílios
280.000,00
06 – ICMS a Recolher
7.500,00
07 – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
212.500,00
08 – Salários e Ordenados
10.000,00
09 – Contribuições de Previdência
3.750,00
10 – Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa
3.500,00
11 – Depreciação Acumulada
44.800,00
12 – Retenção de Lucros
51.200,00
13 – Vendas de Mercadorias
352.000,00
14 – Impostos e Taxas
2.200,00
15 – PIS e COFINS
8.625,00
16 – ICMS sobre vendas
52.500,00
17 – Pró-labore
7.600,00
18 – Fornecedores
157.750,00
19 – PIS e COFINS a Recolher
1.800,00
20 – Duplicatas a Receber
100.000,00
21 – Encargos de Depreciação
32.000,00
22 – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
3.000,00



Ao elaborar o balancete geral de verifi cação, no fim do exercício social, com as contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará:

a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.
b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.
c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
d) um endividamento de R$ 167.050,00.
e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.

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